quarta-feira, 9 de abril de 2008

Onde jogar o óleo das frituras em casa ?

Mesmo que não façamos muitas frituras, quando o fazemos, jogamos o óleo na pia ou por outro ralo, certo?

Este é um dos maiores erros que podemos cometer.

Por que fazemos isto, perguntam vocês.

Porque infelizmente ninguém nos diz como fazer, ou não nos informamos.

Sendo assim, o melhor que tem a fazer é colocar os óleos utilizados numa daquelas garrafas de plástico (por exemplo, as garrafas pet de refrigerantes), fechá-las e colocá-las no lixo normal (ou seja, o orgânico).

Todo lixo orgânico que colocamos nos sacos vai para um local onde são abertos e triados.

Assim, as nossas garrafinhas serão abertas e vazadas no local adequado, em vez de irem juntamente com os esgotos para uma ETE (Estação de Tratamento de Esgoto), e ser necessário despender milhares de reais a mais para o seu tratamento.

UM LITRO DE ÓLEO, CONTAMINA CERCA DE 1 MILHÃO DE LITROS DE ÁGUA o equivalente ao consumo de uma pessoa no período de 14 anos.

De nada adianta criticar os responsáveis pela poluição da Baía da Guanabara (RJ), rio Paraíba (PB), Bacia do Tietê (SP) etc....
Se não fizermos a nossa parte será muito difícil.

Só o homem degrada o meio ambiente.
Só o homem pode recuperá-lo.

IMPORTÂNCIA DA NUTRIÇÃO ESPORTIVA

Uma alimentação adequada proporciona vários benefícios à saúde dos indivíduos em geral e principalmente aos atletas e esportistas, pois as necessidades nutricionais tornam-se aumentadas em relação aos indivíduos sedentários:

Os objetivos da Nutrição esportiva são:
• Melhorar a performance
• Facilitar a recuperação muscular
• Fornecer a hidratação adequada
• Favorecer o aumento da massa muscular

A alimentação saudável aliada ao exercício físico regular, permite a perda de peso de forma saudável e mais efetiva alem de promover a melhoria da qualidade de vida do indivíduo.
Promove o equilíbrio de parâmetros bioquímicos, habitualmente alterados no individuo com excesso de peso ou obeso (colesterol, glicemia, triglicérides, ácido úrico, hipertensão arterial, entre outros).

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Transtornos Alimentares

Os Transtornos Alimentares constituem uma verdadeira "epidemia" que assola sociedades industrializadas e desenvolvidas, acometendo sobretudo, adolescentes e adultos jovens. Quais serão os sintomas dessa epidemia emocional?
De um modo geral, o pensamento falho e doentio das pessoas portadoras dessas patologias se caracteriza por uma obsessão pela perfeição do corpo. Na realidade, trata-se de uma "epidemia de culto ao corpo".

Traços como obsessividade, perfeccionismo, passividade e introversão são comuns em pacientes com anorexia nervosa (AN) e permanecem estáveis mesmo após a recuperação do peso. (Srinivasagam NM, et.al. 1995), (Rastam M, 1992). As características de personalidade da bulimia nervosa são diferentes: sociabilidade, comportamento gregário, comportamentos de risco e impulsividade. Estes traços são consistentes com o descontrole e a purgação. (Lask B. Aetiology, 2000). A impulsividade e a instabilidade afetiva parecem ser aspectos centrais do temperamento de indivíduos com BN, (Diaz-Marsa M et al. 2000) especialmente aqueles que apresentam dependência química. (Lilenfeld LR, et al. 1998). Estudos recentes têm sugerido que a baixa auto-estima (McGee R, Williams S. 2000), (Ghaderi A, Scott B. 2001) ou auto-avaliação negativa (Fairburn CG, et al. 1999), (Fairburn CG, et al. 1997) são fatores de risco importantes tanto para Anorexia quanto para Bulimia.
A Bulimia Nervosa é uma doença psiquiátrica onde o padrão e comportamento alimentar estão profundamente comprometidos. Juntamente com a Anorexia Nervosa e o Transtornos do Comer Compulsivo, recebe o diagnóstico generalizado de Transtorno Alimentar. Estas doenças não são recentes, os primeiros relatos clínicos da Anorexia datam de 1694, a Bulimia foi entendida durante muito tempo como uma "evolução atípica" da Anorexia Nervosa; apenas se tornou um diagnóstico distinto em 1980 com a publicação do DSM-III (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders) da American Psychiatry Association.




A adolescência, período de transição entre a infância e a vida adulta, é caracterizada por intensas mudanças somáticas, psicológicas e sociais segundo a Organização Mundial de Saúde. (OMS, 1995).
A supervalorização da imagem corporal em nossa sociedade tem como conseqüência o elevado numero de adolescentes que cada vez mais se preocupa com a estética, tendo como padrão de beleza a magreza (Rodrigues et al, 2005).
O ato de restringir os alimentos tem início geralmente na adolescência, em resposta a uma má aceitação das mudanças corporais, principalmente do peso, associado a fatores psicológicos e ao forte apelo sociocultural do culto à magreza, o que pode predispor a um transtorno alimentar (Philippi, 2003).
Tanto a Anorexia Nervosa quanto a Bulimia Nervosa estão intimamente relacionadas por apresentarem psicopatologia (processo da doença) comum, como:
- preocupação excessiva com o peso e a forma corporal;
- adoção de dietas extremamente restritivas;
- utilização de métodos inapropriados para alcançar o corpo idealizado.
(Claudino, 2002).

O temor doentio ao acúmulo de gordura corporal distingue o bulímico de qualquer pessoa que ocasionalmente possa comer de forma exagerada.
Diferentemente do anoréxico, cuja magreza extrema põe em evidência a existência de um problema, o bulímico possui peso normal ou leve sobrepeso (Yeager, et al. 2002).

Com o objetivo de proporcionar um atendimento mais efetivo aos pacientes com transtornos alimentares, torna-se necessário um acompanhamento multidisciplinar.

Mara Lucia Macedo Gomes
CRP 06-42460
Psicóloga Cognitivo-Comportamental Escolar e Educacional

End: Av. Ana Costa, 160 – Cj.12
Tel: (13) 3223-3565 / 9742 – 9742
Santos - SP

Alergia alimentar X Intolerância alimentar

Alergia Alimentar ou hipersensibilidade aos alimentos

O termo alergia é utilizado quando uma substância provoca uma reação imune com sintomas em alguns indivíduos e alergia alimentar é um tipo de reação adversa aos alimentos.
O que se sabe é que há um forte componente genético, exposição ao alimento, permeabilidade gastrointestinal e fatores ambientais envolvidos. Também se sabe que os alimentos que causam alergia têm algumas proteínas com características específicas que são resistentes ao processo digestivo e chegam ao intestino bastante intactas que envolvem mecanismos imunológicos.
Entre os maiores alérgenos na infância estão: ovo, soja, trigo e amendoim; os frutos do mar e as castanhas, mais responsáveis por alergia na vida adulta, engrossam a lista. Mas de acordo com os hábitos de consumo alimentar observam-se diferentes incidências de manifestações alérgicas aos alimentos. No Japão, por exemplo, é comum a alergia à soja, enquanto que na Suécia e Finlândia são mais freqüentes as alergias a peixes e frutas cítricas e nos Estados Unidos a alergia ao amendoim.
Em relação à busca de tratamentos, uma das linhas de pesquisa que têm trazido esperanças é a que tenta criar uma vacina recombinante. Trata-se de modificar levemente, em laboratório, proteínas do alimento que causa alergia, sem modificar a estrutura do alimento, fazendo com que o organismo do alérgico deixe de encarar aquela proteína como "inimiga". Então, ele pode parar de produzir os anticorpos responsáveis pelas reações alérgicas. Também na Mount Sinai, cientistas têm pesquisado o efeito de ervas chinesas na alergia. Testes laboratoriais conseguiram inibir reações anafiláticas em cobaias, ainda não há pesquisas com seres humanos.

Intolerância Alimentar

Conceito de qualquer reação adversa aos alimentos de caráter não imunológico e que não apresente base psicológica, podendo ser resultado de diversos mecanismos etiológicos e fisiopatológicos. A grande maioria das reações adversas aos alimentos é causada por fatores não imunológicos, como contaminação, reações farmacológicas, tóxicas, metabólicas. Um exemplo muito comum é a intolerância à lactose, na qual as pessoas não têm a enzima lactase, responsável pela digestão do açúcar do leite (lactose), outras substâncias também estão relacionadas com intolerância como os conservantes, intensificadores de sabor, corantes, antioxidantes, ausência de enzimas.
Muitas vezes as manifestações da intolerância alimentar são muito semelhantes às de alergia alimentar. Algumas vezes é impossível verificar a presença ou ausência do envolvimento do sistema imunológico nas reações adversas dos alimentos.

Entendendo as gorduras e o Colesterol

As gorduras (ou lipídeos) da sua dieta são geralmente divididas em dois tipos:
Visíveis - Manteiga, margarina, óleos de cozinha e a gordura encontrada nas carnes
Invisíveis: São aquelas incorporadas durante o cozimento (por exemplo, em bolos e biscoitos) ou durante a preparação do alimento como em lingüiças e hambúrgueres.
Emulsões de gordura são utilizadas extensamente em produtos como maionese.
Por que precisamos das gorduras?
Fala-se muito sobre os efeitos prejudiciais da gordura. Contudo, ela é parte essencial de sua dieta por três razões.
• Paladar. A gordura melhora o sabor do alimento.
• Energia. As gorduras são fontes concentradas de energia, fornecendo 9 kcal por grama.
• Nutrientes Essenciais. A gordura de sua dieta promove a absorção das vitaminas A, D, E e K solúveis em gordura.
O que são as gorduras?
Os tijolos básicos da gordura são formados por ácidos graxos e glicerol. Um ácido graxo é feito de uma cadeia de átomos de carbono com um grupo ácido em uma ponta e um grupo metil na outra. Um grupo metil consiste de um átomo de carbono e dois de hidrogênio. Três ácidos graxos diferentes se combinam com o glicerol para formar um triglicerídio. A gordura em seu alimento é feita de uma mistura de triglicerídeos.

A quantidade e o tipo de ácidos graxos que você come, determina a maneira pela qual o seu corpo lida com eles e, portanto, o seu papel em males como a doença coronariana. Cada átomo de carbono em um ácido graxo é ligado a um ou dois átomos de hidrogênio. Se o ácido graxo contiver todos os átomos de hidrogênio possíveis, ele é considerado saturado.
Se, contudo, alguns átomos de hidrogênio estiverem ausentes, o ácido graxo é considerado não-saturado. Nas gorduras não-saturadas, os átomos de hidrogênio ausentes são substituídos por uma ligação dupla entre átomos de carbono.
Todas as gorduras contêm ácidos graxos saturados e não-saturados, mas são as proporções entre eles que caracterizam o tipo de gordura (por exemplo óleo ou sólido). O nível de saturação da gordura também é conhecido como hidrogenação. É possível alterar este nível de saturação (ou hidrogenação) na fabricação de gorduras e óleos, como por exemplo, as margarinas.

As gorduras saturadas

São as gorduras derivadas de fontes animais, como a manteiga, têm alto nível de saturação. As gorduras saturadas são mais sólidas em temperatura ambiente do que as não-saturadas.

As gorduras não-saturadas

As gorduras não-saturadas são derivadas de fontes vegetais. As gorduras monoinsaturadas não têm dois átomos de hidrogênio do complexo de ácidos graxos e, portanto, apresentam uma ligação dupla. Os ácidos graxos poliinsaturados não têm vários átomos de hidrogênio e, portanto, apresentam mais de uma ligação dupla.
Quanto menos saturada a molécula, mais líquida ela será. Existem exceções, como o óleo de coco, que é saturado, mas líquido. Os fabricantes de alimentos desenvolveram maneiras de produzir gorduras não-saturadas sólidas utilizando estabilizadores emulsificadores. Quando a margarina foi desenvolvida inicialmente em 1869, na França, ela era feita de gorduras animais e era, portanto, uma gordura saturada, mas hoje ela é feita de óleos vegetais e é quimicamente endurecida (Hidrogenada).

Os ácidos graxos essenciais

A maioria dos ácidos graxos pode ser fabricado pelo seu corpo. Contudo, o ácido linoléico e ácido linolênico precisam ser fornecidos por sua dieta. Estes ácidos são conhecidos como ácidos graxos essenciais. Alguns outros ácidos graxos podem ser produzidos, até certo ponto, a partir destes dois ácidos graxos essenciais.
Os ácidos graxos essenciais mantêm as paredes das células em boa condição e trabalhando corretamente. Eles também são importantes para o transporte, processamento e eliminação do colesterol. São utilizados para fabricar outras substancias, como as prostaglandinas. A maioria dos óleos vegetais e peixes oleosos são boas fontes de Ácidos graxos essenciais.

As gorduras conhecidas como gorduras “Trans“

As gorduras trans são produzidas industrialmente através da modificação da estrutura do ácido graxo para serem uma imagem espelhada da forma natural deste. O ácido graxo Trans pode ser encontrado em margarinas. Existem evidências ligando estes ácidos graxos ao risco aumentado de arteriosclerose e alguns tipos de câncer e, por isso, atualmente têm sido incluídos em quantidades menores nas margarinas ou até produzindo-as sem a gordura do tipo “Trans”.

Como você utiliza as gorduras?

As gorduras são insolúveis em água. Consequentemente, elas precisam ser emulsificadas em sais biliares para serem acessíveis às enzimas digestivas. Este processo ocorre parcialmente no estômago, mas termina no intestino delgado. A presença de gordura não-digerida no estômago, faz com que ele se esvazie mais lentamente, o que dá à gordura um "alto valor de saciedade" e faz com que você se sinta satisfeito.
A gordura é transformada em compostos menores como o colesterol, ácidos graxos e glicerol. Estes compostos formam partículas pequenas chamadas micelas, que são pequenas o suficiente para serem absorvidas pela parede do seu intestino. Na parede intestinal, as micelas são remontadas em compostos maiores e transportadas para o fígado. O fígado então produz lipoproteínas, como a lipoproteína de alta densidade (HDL) e a lipoproteína de baixa densidade. A quantidade de colesterol em sua dieta influencia o grau de produção destas lipoproteínas.

Recomendações

As diretrizes do governo para uma dieta balanceada dizem que as gorduras devem ser responsáveis por, no máximo, 30% das calorias consumidas. A gordura saturada, por sua vez, deve ser responsável por, no máximo, 10% do total de energia consumida.
O consumo recomendado de Ácidos graxos essenciais para adultos é de 1 a 2% (2 a 5 gramas por dia) do total de calorias consumidas e um 1% para crianças e bebês.
Contudo, a média de consumo diário para adultos é de 8 a 15 gramas de Ácidos graxos essenciais por dia. A deficiência de Ácidos graxos essenciais pode ocorrer em crianças e em pacientes necessitando de alimentação intravenosa, mas é rara em indivíduos saudáveis.

O colesterol

O colesterol é usado em seu corpo para produzir hormônios esteróides e sais biliares e para manter a estrutura das membranas celulares. Contudo, um alto nível de colesterol no sangue está associado à doença coronariana porque o colesterol pode ser depositado nas artérias, estreitando-as - uma condição conhecida como arte-rioesclerose. Um ou mais vasos sangüíneos podem vir a ficar completamente bloqueados, impedindo que o sangue chegue aos tecidos servidos por este vaso. Se o suprimento de sangue for interrompido, o tecido morre e se o vaso bloqueado for uma artéria coronária, o resultado é um infarto. A probabilidade de você desenvolver arteriosclerose está associada a diversos fatores incluindo a quantidade de gordura em sua dieta.

A dieta e os níveis de colesterol

Apesar de alguns alimentos serem ricos em colesterol, a maior parte dele (95%) é produzido pelo próprio corpo. O organismo produz colesterol a partir de gorduras saturadas. Quanto mais gordura saturada em sua dieta, mais alto o nível de colesterol no sangue.

As gorduras poliinsaturadas ajudam a baixar o colesterol no sangue. Elas fazem o fígado produzir um fosfolipídeo chamado HDL, que reduz o risco de doenças cardíacas.

Alimentos ricos em fibras, especialmente fibras solúveis, também ajudam a reduzir os seus níveis de colesterol. As fibras solúveis unem-se com o colesterol na bile impedindo a sua reabsorção pelo organismo e aumentando a sua eliminação.

Atualmente, há um grande interesse na dieta Mediterrânea, que é a dieta dos habitantes do sul da Europa e norte da África, que apresentam menor freqüência de doença coronariana do que em países como EUA e Inglaterra. Esta dieta é rica em gorduras monoinsaturadas. Os estudos sugerem que estas gorduras têm pouca influência no colesterol do sangue. Os benefícios da dieta Mediterrânea parecem derivar do fato de que ela contém poucas gorduras saturadas e é rica em frutas, vegetais e vinho.

Níveis baixos de colesterol têm sido associados a um maior risco de câncer. Na realidade, a freqüência de câncer não é maior em uma população com baixo nível de colesterol do que em populações com altos níveis de colesterol. As desvantagens da dieta com pouco colesterol são relevadas pelo beneficio que ela traz ao reduzir o risco de doença coronariana.

Pontos centrais
• As gorduras são uma parte essencial da sua dieta.
• É melhor diminuir o consumo total de gordura, especialmente de gordura saturada do que tentar substituir um tipo de gordura por outro.
• As gorduras devem fornecer um máximo de 30% da suas calorias diárias totais.

Fonte: Guia da Saúde Familiar - revista ISTOÉ - Volume 16 - 03/2002